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O MUSEU COMO PERFORMANCE 2017
de 09 SET 2017 a 10 SET 2017
ALESSANDRO BOSETTI (IT) | FRANCESCA GRILLI (IT) | GERMAINE KRUIP (NL) | LÍGIA SOARES/ RITA VILHENA/ DIOGO ALVIM (PT) | N.M.O. (NO/SP) | PROJECTO TEATRAL (PT) | RAÚL DE NIEVES (MX/US) | RICARDO JACINTO (PT) | TEATRO PRAGA (PT) 

Organizado pelo Museu de Arte contemporânea de Serralves, "O Museu como Performance” é uma plataforma para novas práticas de performance e do performativo no âmbito do campo das artes visuais contemporâneas. A sua terceira edição inclui trabalhos recentes de artistas e coletivos de Portugal, Europa e Estados Unidos, apresentados no contexto arquitetónico único do Museu, do Parque e Casa de Serralves. O programa de performances acontece nos dias 9 e 10 de Setembro de 2017.  

Acesso: mediante aquisição de bilhete Museu (emitido no próprio dia)*
*Mediante apresentação do bilhete Museu do dia 9 de setembro, tem 25% de desconto (cumulativo) na aquisição do bilhete do dia 10 de setembro.
Amigos de Serralves: Entrada gratuita 

Notas: 
- sujeito à lotação do espaço; 
- parque de estacionamento gratuito. 


PROGRAMA COMPLETO: 
Actividades Relacionadas
GERMAINE KRUIP, A Possibility of an Abstraction: Square Dance: 9 SET (SÁB), 14h00 (Parque), 17h30 (Casa), 19h00 (Casa)

Bailarino: Huseyin Kara 
Duração: 20’

Intimamente ligados à cultura sufi, dervixes extáticos executam uma dança circular ritualista, na tentativa de alcançarem um estado de transcendência. De 2011 em diante, a artista holandesa Germaine Kruip tem vindo a criar instalações e performances que examinam os vários significados atribuídos às formas geométricas. Aqui apresenta a sua A Possibility of An Abstraction: Square Dance [Uma possibilidade de abstração: dança quadrada]. Kruip pediu aos dervixes que rompessem os padrões da dança circular e introduzissem no ritual um modelo quadrado, alterando desse modo a atividade dos bailarinos e aludindo à tradição da arte abstrata geométrica.

Germaine Kruip vive e trabalha entre Amesterdão e Bruxelas. Desde que se mudou do teatro para o universo da arte no início da década de 2000, Kruip tem adotado diversas linhas de pensamento e trabalho: o seu interesse pela efemeridade e pelo ponto em que ela se condensa por instantes num momento físico ou visual; pela cenografia de fenómenos incontroláveis ou inapreensíveis, como a incessante transfiguração da luz do dia e da passagem do tempo; pelo ritual e pela performance enquanto momentos abstratizados da vida quotidiana; pelos exemplos históricos e histórico-artísticos de tentativas de alcançar a abstração por meio da geometria – e, por fim, pelos desejos, pelas teorias e pelas ideologias subjacentes a essas tentativas.
 
Germaine Kruip foi distinguida com o Charlotte Köhler Prize em 200, o Prix de Rome (2º prémio) na categoria teatro/arte autónoma, bem como o prémio para a melhor exposição individual na Art Brussels 2015.
Entre as exposições individuais recentes contam-se; A Possibility of an Abstraction, Rotterdamse Schouwburg, NL (2017); Geometry of the Scattering, Oude Kerk, Amesterdaão, Holanda (2015-2016); Seeing the Unseen, Art Brussels com Sofie Van de Velde, Bélgica (2015); A Possibility of an Abstraction, EMPAC, EUA (2014); Geometric Exercises, Parra & Romeo, Madrid, Espanha (2013); A Possibility of an Abstraction, The Approach, Londres, RU (2012); A Room, 24 Hours II, Parra & Romero, Madrid, Espanha e the Approach, Londres, RU(2010); Only the Title Remains, Museum De Paviljoens, Almere, Holanda (2009-2010); Aesthetics as a Way of Survival, Kunstverein für die Rheinlande und Westfalen, Düsseldorf, Alemanha (2009).
RICARDO JACINTO, Medusa: 9 SET (SÁB), 14h00–20h00, Galerias do Museu

Concerto-instalação: 14h00-20h00
Performances (30’ cada): 15h00, 17h00, 19h30

Oriundo de Lisboa, Ricardo Jacinto tem vindo a construir, em articulação com a sua atividade como artista plástico, uma carreira de violoncelista com atividade regular no campo da música improvisada e experimental, marcada por uma abordagem de exploração meticulosa em torno das potencialidades tímbricas do instrumento e da sua relação com o espaço. Colabora regularmente com o saxofonista Nuno Torres nos CACTO e é membro dos grupos THE SELVA, HARMONIES, PINKDRAFT, PHONOPTICON e LISBON FREEDOM UNIT. Entre os inúmeros músicos com quem tem colaborada contam-se C Spencer Yeh, David Maranha, Jean Luc-Guionnet, Helena Espvall, Manuel Mota, @C, Angélica Salvi, Luis Lopes, Norberto Lobo, Pascal Niggenkemper, Ernesto Rodrigues, Susana Santos Silva, Rodrigo Pinheiro ou Shiori Usui. Tem apresentado a sua obra em concertos, exposições e performances por toda a Europa. A sua música é editada por Clean Feed, Shhpuma Records e Creative Sources. Atualmente é investigador no Sonic Arts Research Center da Queen´s University em Belfast.

As instalações de Ricardo Jacinto têm sido apresentadas em várias instituições de arte contemporânea em Portugal e na Europa: 10ª Bienal de Arquitetura de Veneza, Projet Room CCB (Lisboa), MUDAM (Luxemburgo), Centro Cultural Gulbenkian (Paris), Manifesta 08 (Roveretto), Frac Loraine (Metz), OK CENTRE (Linz), CHIADO 8_Culturgest (Lisboa) e Casa da Música (Porto), entre outras. Tocou em várias salas e festivais em Portugal e no estrangeiro: Teatro Maria Matos (Lisboa), Palais de Tokyo (Paris), SARC (Belfast), Fundação de Serralves (Porto), Festival VERBO (São Paulo), Festival Temps d’Images (Lisboa), Theatro Circo (Braga), Culturgest (Porto e Lisboa), ZDB (Lisboa), Ausland (Berlim), Kabinett 0047 (Oslo), Stadtgarden (Colónia), Fundação Calouste Gulbenkian (Paris), Sonoscopia (Porto), entre outros.

Discografia:
"THE SELVA” w/ Gonçalo Almeida and Nuno Morão : Clean Feed (upcoming)
"HARMONIES” w/ Joana Gama and Luis Fernandes : Shhpuma Records.
"GARDEN”: w/ Luis Lopes and Bruno Parrinha : Clean Feed

"Earworm versions” PARQUE: Shhpuma Records.
"2010″ PINKDRAFT : Creative Sources
"Suíte para Disklavier e Voz ”: The Mews Project Space.

"CACTO” cacto: Agência de Arte Vera Cortês

Apoio: Roadcrew
TEATRO PRAGA, ( ): 9 SET (SÁB), 14h30–19h30, Galerias do Museu

Duração: 5 horas

Ao longo dos seus trabalhos, o coletivo Praga tem-se interessado, sob diferentes pontos de vista, numa crítica da identidade, não apenas a propósito do suporte artístico com o qual mais tem operado, o "teatro”, como também a propósito de ideias de pessoa, de corpo, de fazer ou de objecto. "( )” é uma performance duracional e dá continuidade a essa atividade, agora no âmbito do regime de visibilidade do museu. O espaço museológico, apesar das suas múltiplas possibilidades, tende a organizar-se como reserva de confirmação ontológica, contribuindo para uma convergência em direção à unicidade. É neste espaço, que carrega consigo diagnósticos contemporâneos que o caracterizam enquanto instituição de captura e formação, que se auto-naturaliza como safe-space, e que converge em direção à unicidade, que em "( )” os performers ativam experiências de outros espaços, tempos e modalidades, apropriando-se do insulto colonial e fazendo nascer novas esculturas não-figurativas e de abstração transversal que são tão reais como tudo o resto.
"( )” é um local de paisagens desejadas, de outros objetos-corpo e das suas relações. Trata-se da não-normatividade enquanto possibilidade. Um poema de espera, posição para que são relegadas todas as formas não preferenciais, onde se capitaliza uma apresentação turística para reclamar invisibilidades, experiências, mudanças e efemeridade. Em "( )”, a poética do des-ser, do des-tornar-se e a hermenêutica residual produzem verdades, províncias ontológicas e campos de conhecimento que têm sido desqualificados pelos seus modos não consolidados. 

O Teatro Praga é um coletivo de artistas fundado em 1995, sediado na Rua das Gaivotas 6 em Lisboa. O seu trabalho diversifica-se por múltiplas valências (teatro, ópera, dança, performance, artes visuais, literatura, teoria crítica, música, etc.). Recebeu vários prémios e tem colaborado com as mais prestigiadas estruturas culturais pelo mundo, apresentando regularmente o seu trabalho em França, Alemanha, Bélgica, Espanha, Reino Unido, Turquia, Polónia, Dinamarca, Hungria, Itália, Eslovenia, China, Israel, Brasil.

Uma performance de Teatro Praga/ André e. Teodósio
Com Ana Tang, Aurora Pinho, Joana Barrios, Paulo Pascoal
Objectualidade material: Teatro Praga / Bruno Bogarim
Agradecimentos: Pedro Barateiro, Bárbara Falcão Fernandes, Vasco Araújo, José Nunes e Cátia Pinheiro, Pedro Antunes, Salomé Lamas, Joana Gusmão, Jorge Jácome, Mariana Sá Nogueira, Joana Dilão, João Pedro Vale e Nuno Alexandre Ferreira, Pedro Gomes, Polo Cultural das Gaivotas. 

PROJECTO TEATRAL, Arca: 9 SET (SÁB), 17H00-20H00, Auditório

Co-produção: Fundação de Serralves e Ferme du Buisson, Paris
Duração: 3 horas
FRANCESCA GRILLI, The Forgetting of Air: 9 SET (SÁB), 18h00-19h00, Capela
 
Com Meryem Lakhouite, Ameer Ali Jbara, Ahmed Tanbouz
Cenografia: Paola Villani
Ensaio de voz: Alessandra Bordiga
Ensaio de palco: Benno Steinegger
Apoio técnico: Tiziano Ruggia
Organização: Rossana Miele
Produção: Livia Andrea Piazza / Studio Grilli
Coprodução: Terni Festival, Contemporanea Festival/Teatro Metastasio, MAXXI – Museo Nazionale delle arti del XXI secolo, Kunstencentrum Vooruit, Galleria Umberto Di Marino
 
Respirar é um sopro entre a vida e a morte. A respiração marca uma passagem temporal. A respiração é a primeira ação autónoma que infunde vida a um indivíduo, enquanto o fim da respiração é o sinal decisivo do nosso desaparecimento. The Forgetting of Air é uma performance que propõe a ideia do ar como um território de troca para refletir sobre os processos migratórios.
O material partilhado é o próprio ar que pode gerar simultaneamente proximidade e distância. Os intérpretes atuam no espaço onde se encontra o público, que é convidado a definir a duração da sua estadia ao decidir como e durante quanto tempo quer fazer parte desta passagem de tempo que reúne palavras, gestos, ações e pensamentos. 
 
Francesca Grilli apresentou o seu trabalho em muitas exposições, incluindo Family, no Van Abbemuseum (Holanda ) e Viceversa, no pavilhão italiano da 55ª Bienal de Veneza. Participou também em diversos festivais internacionais de performance: Homo Novus (Lituânia), Buda (Bélgica), Roma Europa, UOVO, Santarcangelo festival (Itália), Tupp Festival (Suécia), Rencontres Choregraphiques (França). Em 2016, foi distinguida com o New York Prize.
GERMAINE KRUIP, A Possibility of an Abstraction: Square Dance: 10 SET (DOM), 12h30 (Galerias Museu), 17h00 (Casa), 20h00 (Casa)

Bailarino: Huseyin Kara 
Duração: 20’

Intimamente ligados à cultura sufi, dervixes extáticos executam uma dança circular ritualista, na tentativa de alcançarem um estado de transcendência. De 2011 em diante, a artista holandesa Germaine Kruip tem vindo a criar instalações e performances que examinam os vários significados atribuídos às formas geométricas. Aqui apresenta a sua A Possibility of An Abstraction: Square Dance [Uma possibilidade de abstração: dança quadrada]. Kruip pediu aos dervixes que rompessem os padrões da dança circular e introduzissem no ritual um modelo quadrado, alterando desse modo a atividade dos bailarinos e aludindo à tradição da arte abstrata geométrica.

Germaine Kruip vive e trabalha entre Amesterdão e Bruxelas. Desde que se mudou do teatro para o universo da arte no início da década de 2000, Kruip tem adotado diversas linhas de pensamento e trabalho: o seu interesse pela efemeridade e pelo ponto em que ela se condensa por instantes num momento físico ou visual; pela cenografia de fenómenos incontroláveis ou inapreensíveis, como a incessante transfiguração da luz do dia e da passagem do tempo; pelo ritual e pela performance enquanto momentos abstratizados da vida quotidiana; pelos exemplos históricos e histórico-artísticos de tentativas de alcançar a abstração por meio da geometria – e, por fim, pelos desejos, pelas teorias e pelas ideologias subjacentes a essas tentativas.
 
Germaine Kruip foi distinguida com o Charlotte Köhler Prize em 200, o Prix de Rome (2º prémio) na categoria teatro/arte autónoma, bem como o prémio para a melhor exposição individual na Art Brussels 2015.
Entre as exposições individuais recentes contam-se; A Possibility of an Abstraction, Rotterdamse Schouwburg, NL (2017); Geometry of the Scattering, Oude Kerk, Amesterdaão, Holanda (2015-2016); Seeing the Unseen, Art Brussels com Sofie Van de Velde, Bélgica (2015); A Possibility of an Abstraction, EMPAC, EUA (2014); Geometric Exercises, Parra & Romeo, Madrid, Espanha (2013); A Possibility of an Abstraction, The Approach, Londres, RU (2012); A Room, 24 Hours II, Parra & Romero, Madrid, Espanha e the Approach, Londres, RU(2010); Only the Title Remains, Museum De Paviljoens, Almere, Holanda (2009-2010); Aesthetics as a Way of Survival, Kunstverein für die Rheinlande und Westfalen, Düsseldorf, Alemanha (2009).
ALESSANDRO BOSETTI, Acqua Sfocata: 10 SET (DOM), 14H00-19H00, Galerias do Museu

Acqua sfocata, utilità del fuoco ed altre risposte concentriche
(Performance duracional para grupo musical não profissional).
Participantes: Luís Baptista, Cristina Braga, Diana Combo, Marcos Cruz, Marta Raquel Fonseca, Pedro Fortuna, Ana Guimbra, Alexandre Lemos, Maria do Carmo Pessanha Moreira, João Pedro Terras, Patrícia Timóteo.
Duração: 5 horas.
 
Nesta performance duracional voluntários com as mais diversas formações são convidados a desenvolver uma "escultura linguística” elaborada a partir de uma série de regras quase geométricas que organizam, modulam e transformam musicalmente uma conversa aparentemente casual e espontânea. Um dispositivo propõe modelos de interações, simetrias quebradas e brinca com a ambiguidade entre discurso e som. Ao longo de cinco horas de duração, os participantes dão por si a habitar uma geografia simulada e uma polifonia de relações, livres de usarem a linguagem como bem entenderem e de falarem sobre o que lhes apetecer num universo alternativo, como se a linguagem fosse regulada por leis lógicas e físicas. Os espetadores podem dar por si a observar a transformação subtil de conversas aparentemente irrelevantes em grupos de vocalizações abstratas e interações absolutamente normais, reformulando repetidas vezes a sua coerência lógica. 
 
Alessandro Bosetti (Milão, Italy, 1973) é um compositor, performer e sonoplasta cujas obras se debruçam sobre a musicalidade da linguagem falada, utilizando equívocos, traduções e entrevistas como ferramentas de composição. As suas obras para voz e eletrónica esbatem a linha entre composição eletroacústica, escrita aural e performance. Um dos mais inovadores artistas de rádio da sua geração, criou uma obra vasta de composições radiofónicas de texto e som híbridas e premiadas para os principais estúdios de rádio e de música eletroacústica da Europa, como o WDR, a Deutschland Radio Kultur, Radio France, ABC Australia, ORF, GRM/Presences Electroniques. Entre os projetos atuais conta-se o dispositivo polifónico abstrato Plane/Talea, The Notebooks, baseado nos arquivos de melodias discursivas de Leos Janacek, as extravagâncias monofónicas Mini e Maxigolf com o Neue Vocalsolisten Stuttgart, Trophies um poderoso trio de discurso em loop com o baterista Tony Buck e o guitarrista fretless Kenta Nagai, bem como o Mask Mirror, um instrumento e software que reorganiza o discurso para fins musicais, produzindo uma espécie de ventriloquismo eletrónico.

Apoio: Pedras & Pêssegos
LÍGIA SOARES, RITA VILHENA e DIOGO ALVIM, Turning Backs: 10 SET (DOM), 14h30, 15h30, 16h30, Galerias do Museu

Conceito: Lígia Soares e Rita Vilhena 
Co-Criação: Diogo Alvim 
Animação de vídeo: Mariana Castro 
Produção executiva (Portugal): Máquina Agradável 
Produção executiva (Holanda): Baila Louca 
Co-Produção: Rotterdamse Productiehuis 
Residências: Devir-Capa, Alkantara, Polo Cultural das Gaivotas 
Apoios: Malavoadora.porto, GDA - Gestão dos Direitos do Artistas.
Duração: 50’
Língua: inglês

Turning Backs é um projeto que visa a materialização do paradoxo: todos estamos incluídos na exclusão. Baseia-se numa instalação performativa, que combina voz, texto e dispositivos cénicos, para orquestrar, a partir de duas frentes opostas, duas linhas de espectadores representando juntos um mundo onde as realidades constantemente se opõem. 
Virados de costas uns para os outros, os espectadores constituem uma espécie de corpo coral comandado por dois vídeos, duas frentes de luzes, quatro fontes sonoras e duas cenas.
As duas linhas de assentos não têm costas e obrigam cada espectador a utilizar as costas de outro como encosto. Esta condição será também uma base para refletir que estar costas com costas é afinal encostar a alguém sendo que, esse alguém, é exatamente a pessoa a quem virámos as costas.
FRANCESCA GRILLI, The Forgetting of Air: 10 SET (DOM), 16h00-16h45, Capela

Com Meryem Lakhouite, Ameer Ali Jbara, Ahmed Tanbouz
Cenografia: Paola Villani
Ensaio de voz: Alessandra Bordiga
Ensaio de palco: Benno Steinegger
Apoio técnico: Tiziano Ruggia
Organização: Rossana Miele
Produção: Livia Andrea Piazza / Studio Grilli
Coprodução: Terni Festival, Contemporanea Festival/Teatro Metastasio, MAXXI – Museo Nazionale delle arti del XXI secolo, Kunstencentrum Vooruit, Galleria Umberto Di Marino
 
Respirar é um sopro entre a vida e a morte. A respiração marca uma passagem temporal. A respiração é a primeira ação autónoma que infunde vida a um indivíduo, enquanto o fim da respiração é o sinal decisivo do nosso desaparecimento. The Forgetting of Air é uma performance que propõe a ideia do ar como um território de troca para refletir sobre os processos migratórios.
O material partilhado é o próprio ar que pode gerar simultaneamente proximidade e distância. Os intérpretes atuam no espaço onde se encontra o público, que é convidado a definir a duração da sua estadia ao decidir como e durante quanto tempo quer fazer parte desta passagem de tempo que reúne palavras, gestos, ações e pensamentos. 
 
Francesca Grilli apresentou o seu trabalho em muitas exposições, incluindo Family, no Van Abbemuseum (Holanda ) e Viceversa, no pavilhão italiano da 55ª Bienal de Veneza. Participou também em diversos festivais internacionais de performance: Homo Novus (Lituânia), Buda (Bélgica), Roma Europa, UOVO, Santarcangelo festival (Itália), Tupp Festival (Suécia), Rencontres Choregraphiques (França). Em 2016, foi distinguida com o New York Prize.

LÍGIA SOARES e RITA VILHENA, The Lung: 10 SET (DOM), 17h30-18h30, Auditório

Conceito/ Criação/ Perfomance: Lígia Soares e Rita Vilhena 
Música: Rui Lima e Sérgio Martins 
Produção (Portugal): Máquina Agradável 
Produção (Holanda): Baila Louca
Residência: O Espaço do Tempo 
Apoios: Câmara Municipal de Lisboa e Teatro Praga.
Duração: 50’
Língua: Inglês

The Lung partiu de uma experiência de tornar a palavra íntima do corpo procurando olhar as suas funções primordiais e necessariamente dependentes: respiração e opostos, pulsação e dialéctica.
Através da repetição duas mulheres sujeitam a linguagem às leis orgânicas do corpo até fazê-la fundir-se neste, a linguagem transforma também o corpo e muito cedo é difícil dizer o que iniciou a palavra ou o movimento. Costas que falam, palavras que respiram. Duas possíveis aberrações: a linguagem como função meramente orgânica, ou um corpo sem cabeça como ser falante. 
FRANCESCA GRILLI, The Forgetting of Air: 10 SET (DOM), 18h30-19h15, Capela

Com Meryem Lakhouite, Ameer Ali Jbara, Ahmed Tanbouz
Cenografia: Paola Villani
Ensaio de voz: Alessandra Bordiga
Ensaio de palco: Benno Steinegger
Apoio técnico: Tiziano Ruggia
Organização: Rossana Miele
Produção: Livia Andrea Piazza / Studio Grilli
Coprodução: Terni Festival, Contemporanea Festival/Teatro Metastasio, MAXXI – Museo Nazionale delle arti del XXI secolo, Kunstencentrum Vooruit, Galleria Umberto Di Marino
 
Respirar é um sopro entre a vida e a morte. A respiração marca uma passagem temporal. A respiração é a primeira ação autónoma que infunde vida a um indivíduo, enquanto o fim da respiração é o sinal decisivo do nosso desaparecimento. The Forgetting of Air é uma performance que propõe a ideia do ar como um território de troca para refletir sobre os processos migratórios.
O material partilhado é o próprio ar que pode gerar simultaneamente proximidade e distância. Os intérpretes atuam no espaço onde se encontra o público, que é convidado a definir a duração da sua estadia ao decidir como e durante quanto tempo quer fazer parte desta passagem de tempo que reúne palavras, gestos, ações e pensamentos. 
 
Francesca Grilli apresentou o seu trabalho em muitas exposições, incluindo Family, no Van Abbemuseum (Holanda ) e Viceversa, no pavilhão italiano da 55ª Bienal de Veneza. Participou também em diversos festivais internacionais de performance: Homo Novus (Lituânia), Buda (Bélgica), Roma Europa, UOVO, Santarcangelo festival (Itália), Tupp Festival (Suécia), Rencontres Choregraphiques (França). Em 2016, foi distinguida com o New York Prize.

N.M.O.: 10 SET (DOM), 20h30-21h15, Ténis

Duração: 30’

N.M.O. é o projeto do duo composto pelo baterista e produtor do Mar do Norte Morten J. Olsen e pelo especialista em sintetizadores e artista visual Ruben Patiño, do Mar Mediterrâneo. N.M.O. é um acrónimo em constante mudança que incorpora música de dança, performance, percussão marcial, rotinas desportivas e absurdo. Aquilo a que chamam "Military Danceable Space Music and/or Fluxus Techno" [Música espacial militar dançável e/ou techno fluxus] é uma mistura singular de padrões percussivos repetidos e sons sintéticos que, combinada com aspetos performativos, iluminação e outros elementos explode em espetáculos ao vivo curtos e intensos. 
O duo atuou recentemente na edição deste ano dos festivais Mutek, CTM, e Rewire Festival e também criou uma performance de "aplausos musicais” na plataforma online NTS.
A seguir ao álbum de estreia editado pela Diagonal Records, o N.M.O. lançou um split EP na The Vinyl Factory a 28 de abril deste ano. Uma coencomenda do CTM Festival, divulga o trabalho mais recente do N.M.O. (Nassau Molasses Office) e a nova deriva da banda, DaF (Deutsch am Fuß).
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  • LocalMuseu, Casa e Parque de Serralves
  • Dias 09 SET 2017 - 10 SET 2017
O Museu como Performance 2017
Curadoria: Cristina Grande, Pedro Rocha, Ricardo Nicolau
Produção: Cristina Grande, Pedro Rocha, João Rebelo, Ana Conde
Estagiária: Rebecca Moradalizadeh
Coordenação técnica e Som: Nuno Aragão
Luz: Rui Barbosa
Vídeo e Cinema: Carla Pinto

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